quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

São João de Meriti


Ino de São João de Meriti

Desejando a lei, conceber o progresso
De ver o sol renascendo maior,
Fez ir ao berço da mãe gentil
São João transformado em cidade.
Do passado é memória da história presente
Para tecer um futuro melhor.
Continuamente, nosso dever
É guiá-lo crescendo e avante.

Refrão
São João de Meriti é o nome da terra que louvamos,
O povo meritiense com áureos lauréis honramos
Se tiver que partir eu irei onde a vida decidir,
Mas em meu coração levarei a bandeira de Meriti.

Sobre o chão dos "tamoios" virou "freguesias"
Nas sesmarias de "Iguaçu",
A produzir finas iguarias
Levadas nas águas do rio.
Tal labor construiu sobre a tua presença
Templos à pura e exalta razão
Enaltecendo a doce emoção
De quem ama, trabalha e pensa.

São João de Meriti é o nome da terra que louvamos,
O povo meritiense com áureos lauréis honramos
Se tiver que partir eu irei onde a vida decidir,
Mas em meu coração levarei a bandeira de Meriti.

Em teu céu guarde o vôo da sã liberdade
E que em teu solo a permita correr
Fartas virtudes possam chover
sobre nossa querida cidade
Pois ao imaginar não haver mais saída,
Quando a luz do final se apagar
Quero chorar do amor que te sinto ao
ver teu brasão acendendo.

São João de Meriti é o nome da terra que louvamos,
O povo meritiense com áureos lauréis honramos
Se tiver que partir eu irei onde a vida decidir,
Mas em meu coração levarei a bandeira de Meriti.

Área 34,838 km²
População 466.996 hab. est. 2006
Densidade 13.404,8 hab./km²
Altitude 19 metros
Clima tropical
Fuso horário UTC-3




Bairros de São João de meriti:


A prefeitura de São João de meriti localiza-se na Av. Presidente Lincoln, 889 - Vilar dos Teles - São João de Meriti, RJ - Cep: 25555-200. Telefone para contato: (21)2651-2630

Emancipação de São João de meriti:

O Processo de Emancipação

Ao apresentar este pequeno ensaio sobre o processo de emancipação político- administrativa do Município de São João de Meriti, verificamos a necessidade de apresentar uma pequena análise de conjuntura que envolveu aquele momento, tanto do ponto de vista local como nacional com suas repercussões, nos campos político e econômico- social, pois, se assim não invocar poderíamos ocorrer no erro de lesa-história, que para o leigo seria incompreensível na sua visão global.

A década de 1940 estava marcada pela evolução dos acontecimentos políticos que ocorriam no mundo ocidental, como a época das grandes transformações. Vivíamos as conseqüências da crise econômica de 1929, o aparecimento dos governos autoritários do nazi-fascismo, a 2º Guerra Mundial e o processo de democratização nas Repúblicas cronadas da América latina.

A versão brasileira de modelo ditatorial, do Estado Populista de Getúlio Vargas era peculiar, de um lado atendia os interesses das reminiscências coronelistas da república Velha, representadas pelas oligarquias fazendárias e por outro era apoiada pela burguesia urbana, formada pós- revolução de 1930 e que representava as idéias de liberdade das massas urbanas, formadas pelo processo de substituição de importações, que deu origem no nascimento da pseudo indústria nacional.

Assim, a frágil indústria nacional com seu capitalismo caboclo, nutria-se das contradições entre campo e cidade. Para as camadas pobres e periféricas da população o êxodo rural era a esperança do eldorado. A margem dos grandes centros urbanos surgiam e cresciam vilarejos que eram um terreno fértil para o controle e manipulação dos caciques políticos engendrados pelas interventorias do estado Novista de Getúlio, assim crescia o mandonismo e acirravam- se as contradições.

Com o fim da 2º Guerra e a vitória dos aliados, selava -se o compromisso com a democracia burguesa. Novos mercados sob o signo do liberalismo decadente possibilitava a formação do pluripartidarismo ( UND, PSD, PIB, PCB etc ). A sociedade exige um novo acordo. Velhos currais, passam a usar a bandeira do voto e das liberdades democráticas.

Com a queda de Getúlio Vargas em 31 de outubro de 1945 e a entrega do governo ao Presidente do STF, Dr José Linhares, ficou garantida a realizações de eleições para Presidente e para a Assembléia Constituinte. Os analfabetos ( que eram mais da metade da população em idade de votar ) os cabos e soldados ficaram fora do referido pleito.

As eleições ocorreram em clima de razoável liberdade, capitais como Rio e São Paulo formaram- se comites nos bairros, fábricas, universidades. No entanto essa eleições foram marcadas por traços dos regimes anteriores. O maior deles foi a influência da antiga máquina administrativa e política, estruturada e sob o serviço dos grupos que dominaram após 1930, isto refletiu tanto no resultado eleitoral como no processo político subsequente.

Venceu o General Eurico Gaspar Dutra, candidato do PSD, apoiado delo PTB, obtendo 55% dos votos, elegendo ainda a maioria dos constituintes. Na realidade a vitória foi do PSD, partido criado pelos interventores estaduais sob o comando de Getúlio. O PSD reunia os representantes da burguesia industrial e comercial urbana e uma outra formada pelos fazendeiros, coronéis e comerciantes, dos municípios e do interior. Formavam uma verdadeira clientela dependente de favores (verbas, empregos e nomeações) dos caciques políticos estaduais, aos quais retribuíam com votação em massa nos candidatos governistas.

Politicamente a Baixada fluminense como quintal do Rio de Janeiro, sofria diretamente as influências da Capital federal (Rio de Janeiro) e da Capital do estado (Niterói), pois aqui se formava o sustentáculo das várias vertentes do Poder, área estratégica onde se fazia a situação e oposição, convergindo assim as várias correntes para o processo emancipacionista.

Os processos de Emancipação Político Administrativo ocorridos durante a década de 1940, do ponto de vista institucional, guarda pouca semelhança com os que ocorrem atualmente. Nos anos 30 até meados dos anos 40 o Brasil vivia sob a égide do Estado centralizador, autoritário e intervencionista. Falar em liberdades políticas e os processos daí decorrentes era um sonho, e por não dizer um atentado contra a ordem estabelecida. Teoricamente qualquer insurgimento correspondia a perseguições com conseqüente alijamento do cenário político.

No entanto, o sistema implantado pelo Estado Novista já demonstrava sinais de fraqueza e seu líder maior Getúlio Vargas, com sua vasta experiência como político populista, tinha consciência que os ventos que sopravam no pós-guerra eram carregados das liberdades democráticas, conseguidas as custas de muito sangue nos campos da Europa, onde o pacto nazi-fascista tinha se esfacelado.

A sustentação dependia do processo de abertura e na estruturação do Estado Democrático. O manifesto dos mineiros lançado em 3 de outubro de 1943 pedia direito de voto, retorno do habeas-corpus e da democracia com movimento de ação convergente. Assim se tornou lugar comum a formação das "sociedade dos amigos" disposta a lutar pelos ideais propostos, ou seja, o direito ao exercício do voto bem como de sua livre manifestação. Tal proposta saiu vencedora, com a queda de Getúlio e a convocação de eleições gerais e instalação de uma constituinte em 1946, momento em que ocorrem a emancipação de Duque de Caxias (1943) e Nilópolis e São João de Meriti (1947)".

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